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As oportunidades e desafios para o setor de mobilidade urbana foram abordados na abertura da 6ª edição da Brazil Road Expo em São Paulo

Publicado em 30 Março de 2016
Representantes do Governo do Estado de São Paulo, ANEOR, ABDER e DNIT estiveram presentes na cerimônia de abertura do evento.

Durante a cerimônia de abertura, estiveram presentes representantes do Governo do Estado de São Paulo, da ANEOR - Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias, da ABDER - Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem e do DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Sergio Jardim, diretor da Clarion Events, organizadora da Brazil Road Expo, liderou a cerimônia e falou aos presentes sobre os desafios e oportunidades que o setor tem pela frente. O presidente da ANEOR, José Alberto Pereira Ribeiro, apresentou suas opiniões e informações sobre a retomada do crescimento econômico do Brasil por meio de investimentos em infraestrutura viária e rodoviária e salientou que é fundamental a integração e a soma dos esforços no sentido de se manter a captação de recursos para o setor, uma vez que as demandas são conhecidas e há uma grande variedade de soluções a serem aplicadas neste segmento.

Henrique Luduvice, presidente da ABDER, abordou a importância da mobilidade dentro do conceito de infraestrutura e afirmou que o Brasil precisa ser empreendedor nessa área de fundamental importância na geração de emprego e renda ao país.  Luduvice reforçou ainda a necessidade do engajamento do setor para que a mobilidade e a qualidade de nossas vias possam trazer crescimento ao país de forma global.

O diretor geral do DNIT, Valter Silveira, lembrou aos participantes que o setor rodoviário ainda detém 95% dos recursos destinados pelo Governo Federal entre os modais. Na opinião do DNIT, 2016 já se inicia como um ano melhor que 2015, uma vez que parte das dívidas dos anos anteriores foram sanadas. Os investimentos que estão sendo aportados este ano – mesmo que mais modestos, em função da crise econômica do país – poderão ser alocados efetivamente para obras de infraestrutura e manutenção.

A cerimônia foi seguida do corte da fita inaugural da feira e do tour inaugural das autoridades e executivos à exposição.

Programa de conteúdo – Brazil Road 2016

A mobilidade urbana foi um dos temas debatidos no primeiro dia de congresso. Paulo Bacaltchuck, diretor da PB e Associados, falou sobre a redução do limite de velocidade nas marginais e vias arteriais de São Paulo. Através de gráficos e equações de fluxo, o executivo levantou a polêmica de que a simples redução talvez não seja a melhor forma de evitar acidentes. “Se o intuito é mesmo diminuir o número de atropelamentos nas marginais, acredito que ações conjuntas, que envolvam fiscalização, por exemplo, sejam mais positivas do que apenas obrigar o motorista a reduzir a velocidade”, explica Bacaltchuck.

Felipe Guidi, diretor da BF Capital, apresentou um panorama da mobilidade nas grandes cidades, destacando assuntos como, investimentos e viabilidade financeira, ressaltou ainda as dificuldades de colocar projetos em prática no Brasil, devido em grande parte à falta de investimentos, entre outros fatores.

Ainda no congresso, o tema Questões e Oportunidades Atuais do Setor Rodoviário reuniu na mesma discussão o coordenador geral de Planejamento e Programação de Investimentos do DNIT, André Nunes, o advogado Fernando Pinheiro Pedro, sócio diretor da Pinheiro Pedro Advogados e Juliana Karina Pereira Silva, gerente de Meio Ambiente da Empresa de Planejamento e Logística (APL).

Uma sessão técnica de Fundações e Geotecnia também fez parte da programação e reuniu especialistas do segmento para falar sobre o tema. Diego Soares Mateus, chefe do setor de Geotecnologias Aplicadas do DNIT, falou sobre geoprocessamento na caracterização topográfica da infraestrutura de transportes e comentou como funciona a gestão de informações geográficas e coleta de dados feita pelo DNIT.

Na palestra sobre estabilização de taludes, o engenheiro Luiz Lucena, gerente técnico e de negócios internacionais da Deflor Bioengenharia, explicou como funciona a tecnologia que usa âncoras no solo. O PhD. José Roberto T. Brandt, diretor da Geoprojetos Engenharia, e o engenheiro Mário Cecchi, da Concessionária Rota das Bandeiras, dividiram o palco para apresentar um estudo de caso sobre Aterro Ultraleve com EPS e Tecnologia Glasgrid no Corredor Dom Pedro. Solos metais estáveis, argilas sensitivas, argilas orgânicas, turfas, geodrenos a vácuo e aplicações do EPS em obras de infraestrutura foram alguns dos temas debatidos.

A qualidade e patologia das obras de geossintéticos foi tema da palestra do engenheiro Fabrício Zambotto, vice-diretor técnico e coordenador do Comitê Técnico de Geossintéticos da ABINT (Associação Brasileira das Indústrias de Não-tecidos e Tecidos Técnicos), e de Vera Fernandes Hachich. Entre os assuntos apresentados pela dupla de profissionais esteve o PSQ, e o processo de acompanhamento da qualidade dos produtos, que inclui revendas de materiais de construção, fábricas, obras de geotecnia e também os resultados para o público final.

O último tema da sessão técnica foi apresentado pelo Prof. Dr. Evandro de Moraes da Gama. O docente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) explanou sobre fundação sustentável e sobre a nova tecnologia desenvolvida para reaproveitar rejeitos de mineração em obras de pavimentação rodoviária. “Essa técnica já é bastante utilizada na França e em breve será usada no Brasil. A primeira obra será feita entre Minas Gerais e o Espírito Santo, na área devastada pela tragédia de Mariana. Os próprios rejeitos que vazaram da represa serão tratados e usados para refazer as estradas da região”, explica o professor.

 

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